Sumo de morango e mirtilo


Sou daquelas pessoas que faz limonada o ano inteiro, acho que já fiz de quase todas as combinações de fruta e de todas o morango é a minha combinação favorita. Por mais frutos vermelhos que coma o morango será sempre o meu preferido.

Tenho no entanto reparado que cada vez é mais difícil comprar morangos bons em hipermercados, comprei em tempos uns no Pingo doce que pareciam feitos de água, tinham um aspecto espectacular, quase como se fossem de plástico e assim que os provei a desilusão foi bastante. Pergunto-me onde é que isto vai parar, quando é que voltamos a conseguir consumir fruta verdadeira nos hipermercados, provavelmente nunca, eu sei! 

Se não fossem os mercados e os senhores que vendem junto à estrada, acho que quem vive na cidade acabava por esquecer o sabor verdadeiro da fruta.

Os morangos que usei são dos docinhos, larguei por instantes a limonada e fiz um sumo colorido, com um toque de hortelã para celebrar o bom tempo que temos sentido.

A todos uma boa semana!

Ingredientes: 1 litro
90g de morangos
60 g de mirtilos
1 litro de água bem fresca
1 mão cheia de hortelã limão fresca
2 colheres de sopa de adoçante ou açúcar

Comece por lavar muito bem os morangos e tirar o pé. 

Coloque-os numa liquidificadora ou um robot de cozinha, juntamente com os mirtilos, a hortelã e a água fresca.

Pique tudo muito bem, até atingir a consistência desejada, caso goste de um néctar bem limpinho, vai ter de coar o sumo. Eu como gosto de sentir os pedacinhos de hortelã na boca, deixei estar assim.


Adoce a gosto e sirva bem fresco.

Panacotta de manga com nougat de nozes pecan

Raramente faço sobremesas cá em casa, normalmente comemos fruta e guardo as sobremesas para quando temos convidados. Esta fiz para um almoço de família, o meu sobrinho mais novo adora manga e já sei que quando cá vem tenho de usar manga em alguma coisa. A limonada de manga já está aprovada, mousse também, apesar que achar que é sempre uma sobremesa mais doce. Faltava experimentar uma panacotta, que é provavelmente das sobremesas mais reproduzidas no blogue, confesso que sou fã da sua frescura, leveza e facilidade de execução. Normalmente gosto de colocar uma cobertura frutada, mas desta vez decidi envolver a fruta na base e gostei bastante do resultado da textura, como topping decidi fazer alguma coisa com umas nozes pecan que tinha cá por casa.

Gostei bastante do resultado final, por isso, aqui vai a minha partilha para todos vocês e com votos de uma boa semana.



Ingredientes: (5 pessoas)
1 manga madura
2 colheres de sopa de açúcar amarelo
300 ml de leite meio gordo
200 ml de natas
100 g de açúcar branco
6 folhas de gelatina (usei 1 pacote de gelatina neutra em pó)

Ingredientes: (nougat) receita daqui
100g de nozes pecan
100g de açúcar branco
3 colheres de sopa de água

Comece por descascar a manga, leve ao lume cortada com o açúcar, até ficar quase desfeita, de seguida, triture e reserve até arrefecer por completo (para acelerar o processo pode levar ao frigorifico). Antes de juntar ao preparado seguinte, coe com uma rede larga, para retirar os fios da manga que ficam desagradáveis ao comer.

Num tacho em lume médio colocar o leite, as natas, o açúcar e incorporar tudo muito bem até o açúcar derreter. Colocar a gelatina, voltar a mexer e por fim, envolver a manga.

Coloque em pequenos copos e leve ao frigorifico pelo menos 3 horas antes de comer.


Para o nougat, numa caçarola/panela antiaderente, toste as nozes ligeiramente e reserve até ficarem frias, mais tarde pique-as grosseiramente.

Volte para a panela antiaderente, passe um guardanapo de cozinha só para limpar o interior e coloque o açúcar branco. Com a panela em lume médio deixe que ele derreta lentamente. Quando começar a formar um liquido, mexa devagar e vá, aos poucos, abaixando o lume. 

Quando o liquido estiver com uma cor acastanhada acrescente as colheres de sopa de água morna e mexa até que tudo fique num tom dourado, não muito escuro. Coloque os pedaços da noz na panela e mexa até que tudo se misture.

Coloque o papel vegetal numa superfície lisa e limpa e verta a mistura do caramelo com as nozes sobre, espalhando para que fique uma camada não muito grossa.

Coloque o papel vegetal no frigorifico, espere arrefecer por completo. Parta a mistura em vários pedaços pequenos e enfeite a panacotta.

Nota: Usei apenas metade do nougat na panacotta o resto foi indo como um snack mais demoníaco.





Caril de peixe


Não tem sido fácil vir até aqui, nem consegui desejar-vos uma boa Páscoa, que vergonha! Mas as prioridades agora são diferentes. O sol que apareceu chamou mais alto, as férias do marido serviram para namorar ainda mais o nosso marmitinho e o blog ficou a descansar.

Confesso que pensei que fosse pior, que este descanso fosse durar meses a fio. Mas até tenho conseguido fazer algumas receitas, fotografar e até comer descansada depois das sessões. O mais complicado está mesmo a ser o tempo que perco no computador, nas fotos, nas frases nos textos das receitas. Aquele tempinho só meu que normalmente era à noite e que era bem precioso.

Aproveito agora que a casa está calminha para agendar este post. Apesar do pouco tempo que tenho no computador, aproveito o telemóvel ao máximo. O instagram e o facebook mostram-me receitas fantásticas que me inspiram a voltar à minha cozinha. Esta foi o exemplo disso, captou-me o olhar no facebook deste blog e não conseguiu sair da minha cabeça até ao dia em que almocei este belo caril. Já fiz muito caril, de várias carnes, de pota, lulas e vegetarianos mas nunca tinha provado de peixe. O caldo da cozedura do peixe faz toda a diferença, se gostarem de um caril intenso e aveludado, façam esta receita que está fantástica.

Para acompanhar podem seguir o conselho da Ana e servir com um arroz de couve-flor, ou se preferirem uma salada.



Ingredientes: (4 pessoas) receita original daqui
2 postas médias de peixe (usei perca do Nilo)
2 colheres de sopa de azeite
1 cebola roxa pequena
1 talo de aipo
2 dentes de alho picado
1/2 colher de chá de gengibre em pó 
1 colher de sopa de caril em pó
1 colher de chá de açafrão das Índias
1/2 colher de chá de coentros em pó
1/4 de chávena de polpa de tomate (usei pasta de tomate)
150 ml de leite de coco
2 colheres de sopa de sumo de lima (usei limão)
água da cozedura do peixe q.b.
sal, pimenta e mostarda em grão q.b.
coentros ou salsa picada q.b. (usei coentros vietnamitas)

Comece por cozer o peixe em água temperada com sal. Após estar cozido retire, coe a água e reserve. 

Entretanto limpe o peixe de peles e espinhas.


Num tacho leve ao lume o azeite com a cebola e deixe refogar um pouco. Acrescente o alho picado, o aipo, o gengibre, o caril, o açafrão e os coentros em pó. Deixe cozinhar em lume brando uns 2 minutos. Junte a pasta de tomate e tempere com sal, pimenta e mostarda a gosto. Deixe cozinhar mais 5 minutos acrescentando de vez em quando algumas colheres da água da cozedura. Acrescente o leite de coco e o sumo do limão. Deixe ferver. 

Junte por fim o peixe, polvilhe com coentros e sirva.


Bolo de curgete com avelãs e chocolate


Tinha esta receita marcada no livro da Isabel algum tempo, sempre tive muita curiosidade em experimentar bolos com legumes, já tinha provado um de agrião e adorei mas confesso que deste ainda gostei mais, a ligação das avelãs entre o chocolate é simplesmente perfeita e a curgete dá uma textura fantástica.

Ultimamente cá em casa tenho tido muitas visitas para ver o bebé, eu gosto sempre de as receber com um bolinho. Este já o fiz duas vezes e provavelmente continuarei a fazer porque se há coisa que eu gosto é de receitas que dão certo à primeira. 

Lembro-me de quando vivia na casa dos meus pais eles tinham um forno a gás terrível e não existia receita que de lá sobrevivesse, ou dava o vento e só cozia de um lado, ou ficava todo torrado por cima e cru por dentro. Era uma verdadeira dor de cabeça! No que toca a bolos prefiro os fazer mil vezes num forno eléctrico, mas pão sabe mil vezes melhor em fornos a lenha e infelizmente já é tão difícil encontrar padarias com fornos a lenha.

Deixo-vos a receita e o desejo de uma boa semana para todos.



Ingredientes: (8 pessoas)
300g de farinha com fermento
250g de açúcar amarelo
125g de manteiga sem sal à temperatura ambiente
4 ovos
215 de courgette com casca
100g de chocolate 70% de cacau (usei chocolate de caramelo)
raspa e sumo de 1 laranja (eu não tinha em casa e usei as semente de 1 vagem e 1 colher de sopa de extracto de baunilha caseiro)
100g de avelãs
sal q.b.

Pré-aqueça o forno a 190 ºC.

Rale a courgette e deixe escorrer uns minutos.

Bata a manteiga com o açúcar e adicione os ovos um a um, batendo bem. Junte o chocolate picado grosseiramente, o sal, a courgette ralada e ligeiramente espremida, as sementes da vagem e o extracto de baunilha e mexa. Adicione a farinha e envolva.

Pique as avelãs, junte metade à massa e reserve a outra metade.






Coloque o preparado numa forma forrada com papel vegetal untado com manteiga (eu untei com spray para bolos). Em cima da massa, disponha as restantes avelãs cortadas ao meio.

Leve ao forno a 190 ºC, durante 35 minutos. Antes de retirar, verifique a cozedura com um palito.

Deixe arrefecer, desenforme e sirva.




Esparguete de trufa e alho preto

Costumo dizer em tom de brincadeira se um dia me sair o Euromilhões compro um caixote de trufas frescas só para mim. Mas até que isso aconteça vou jogando e sonhando, o que vale é que encontrei num supermercado no sul de França umas mini trufas que vêm num frasquinho e que o valor não assusta assim tanto. O ano passado comprei uma dessas, mas com a gravidez e os enjoos acabou por ficar pelo armário. Recentemente ganhei coragem e lá fiz esta receita.

A primeira vez que provei algo com trufa foi no Trattoria do Jamie Oliver, calculo que tenham sido iguais a estas que o Gennaro usa, tendo em conta que são só umas 5 vezes maiores do que a minha, claro! :) Na altura em que olhei para a ementa do restaurante não tive a menor dúvida no que iria escolher para comer. A trufa tem um sabor tão intenso mas ao mesmo tempo nada enjoativo que só quem já provou é que sabe do que falo. Se por acaso tiverem a oportunidade de se cruzar com uma, não a deixem escapar.


Aliado à trufa utilizei aqui algo que também queria comprar algum tempo. Alho preto, já experimentaram? Outra coisa que acho extremamente cara mas que não me desiludiu nem um segundo. O alho tem um sabor fantástico, parece que a ele se juntou caramelo e tem um perfume óptimo comparado com o outro. Acho que combinou na perfeição com o sabor da trufa.

Agora é melhor parar por aqui, porque se o meu marido lê este post e se lembra de ver o preço destas coisas, andamos um mês a comer pão e água... Mas se juntar uma bela trufa, faria uma açorda brutal com toda a certeza :)





Vídeo da receita aqui.

Ingredientes (2 pessoas)
1 litro de água com sal de trufa e um fio de azeite de trufa
200g de esparguete de ovo
13g de trufas pretas
1 colher de sopa de manteiga
2 dentes de alho pretos
sal de trufa q.b.
azeite de trufa q.b.
1 colher de chá de vinagre balsâmico de trufa branca
queijo parmesão q.b.

Numa panela com água adicione um fio de azeite e deixe ferver. De seguida adicione o esparguete e deixe cozinhar até fixar "al denti".

Numa frigideira antiaderente adicione a manteiga, um fio de azeite e os alhos esmagados ligeiramente com a mão (tal como o Gennaro fez no vídeo) e deixei uns minutos para aromatizar. Como eu usei o alho preto e é ligeiramente mais mole que o branco, bastou mexer um pouco com uma colher de pau para o alho se desfazer por completo e ficar envolvido com o molho.

Entretanto rale a trufa ou corte a gosto (eu deixei alguma em lascas para ficar mais crocante). Adicione parte dela à frigideira, com 1 colher de chá do vinagre balsâmico, mexa um pouco e junte uma concha da água do esparguete, tempere com uma pitada de sal, pimenta preta e por fim junte o esparguete, mexa durante uns minutos, adicione um pouco de parmesão e por fim a restante trufa.

Retire do lume, regue com mais um fio de azeite e polvilhe com mais queijo parmesão.