Couscous com tomate


Hoje trago uma refeição vegetariana, já sabem que dificilmente conseguiria seguir esse caminho, mas tento pelo menos fazer, uma vez por semana, uma refeição sem carne ou peixe: Um risotto, uma pasta simples, uma omelete ou uma quiche de vegetais. O meu marido refila mas acho que já se começa a habituar. Mas agora com o pouco tempo que vou tendo e por vezes uma ou outra birra à mistura, acabo por almoçar refeições vegetarianas com mais frequência, mas daquelas bem rápidas a confeccionar e a comer, ou antes, engolir! A receita de hoje é um couscous tão mas tão prático que qualquer cozinheira sem tempo pode fazer. 

Para me ajudar a completar esta refeição entra a InVitta - Cozinha Saudável. Conheci a Eva Bellas, cozinheira deste projecto, num workshop alguns anos atrás, fiquei rapidamente encantada pelo seu sotaque Espanhol, falou-me do seu projecto na altura, da região onde vivia e dessa cultura que eu tanto adoro. Tinha um centro lindo numa serra em Cáceres, o qual sempre tive tanta curiosidade em conhecer mas infelizmente não consegui. 

Agora de volta a Portugal com a sua linda família, cria a InVitta e das suas mãos fez-me chegar produtos caseiros, que transpiravam amor e dedicação. Provei de tudo, como podem verificar pelo meu Instagram e fiquei rendida ao seu talento. Acreditem que normalmente sou bastante exigente no que toca a cozinha vegetariana mas esta deixou-me rendida e a pensar que a felicidade por vezes não está num bom prato de carne ou num marisco bem fresco, mas sim, numa comida bem temperada carregada de amor e boas energias.

Se tiverem curiosidade de conhecer as iguarias da Eva, contactem-na que vão adorar tanto a pessoa como a sua cozinha.


Uma boa semana, carnaval, dia dos namorados e tudo o que quiserem :)


Ingredientes: (4 pessoas)
2 dentes de alho
1 cebola pequena
30g de funcho
300g de tomate cereja (usei uma embalagem mix)
200g de couscous de trigo integral
azeite q.b.
sal e pimenta q.b.
1 colher de chá de paprika InVitta
1/2 colher de sopa de mel/açúcar
100 ml de água
umas folhas de coentros vietnamitas frescos
12 unidades de falafel InVitta
4 colheres de sopa de ketchup de beterraba InVitta

Num tacho médio coloque um fio de azeite e deixe aquecer ligeiramente. Junte a cebola picada, os dentes de alho partidos e o funcho cortado bem pequeno. Deixe refogar sem deixar de mexer durante 2 minutos, adicione o sal, a pimenta e a paprika. Deixe refogar mais 2 minutos e junte os tomates, (eu como usei um mix de tomates cereja, haviam uns maiores que cortei ao meio e outros deixei inteiros. Deixe refogar em lume baixo até os tomates ficarem desfeitos por completo. 

Prove o refogado e se achar que está demasiado doce adicione um pouco de açúcar ou mel.

Junte o couscous e envolva muito bem com o molho.

Os tomates vão deitar muita água, por isso, se vir que é suficiente para cozer o couscous não necessita adicionar mais, no meu caso, foi necessário adicionar 100 ml de água corrente. Não necessita cobrir o couscous de água, basta estar com um molho como o de um risotto para ele cozer a vapor sozinho. Envolva tudo muito bem, verifique os temperos e retire do lume. Deixe com a tampa durante 5 minutos.


Depois de repousado, com ajuda de um garfo separe os grãos de couscous e sirva de imediato com umas folhas de coentros vietnamitas frescos e com o falafel, que previamente coloquei no forno 45 minutos a 180º e uma colher de ketchup de beterraba para cada pessoa.

Risotto de frango assado



Desde que fui mãe as refeições por aqui mudaram ligeiramente, apesar de ter um bebé muito calminho, por vezes, não tenho tanto tempo para estar na cozinha e acabo por fazer refeições muito práticas e rápidas, que foi o caso da que apresento hoje. Há umas semanas pedi ao meu marido para ir comprar um frango assado para o jantar, como já é habitual um frango cá por casa acaba sempre por sobrar um pouco. Com essas sobras normalmente no dia seguinte fazemos uma salada, um salteado na wok ou um risotto. O fumado do frango assado com a cremosidade do arroz fica uma combinação fantástica.

Cá em casa somos alérgicos em mandar comida fora, usamos as sobras sempre para qualquer coisa. Custa-me ver em muitas casas mandarem travessas cheias de comida para o lixo porque não gostam de comer sobras. Tanto eu como o meu marido fomos educados pelos nossos pais a não o fazer e espero um dia passar esta mensagem ao meu filho, porque apela à criatividade na cozinha e sem dúvida servirá para poupar no orçamento alimentar.

Deixo a receita para fazerem da próxima vez que vos sobrar frango assado.

Ingredientes: (4 pessoas)

Caldo:
1 litro de água
10 grãos de coentros
4 grãos de pimenta rosa
4 talos de coentros frescos
1 pitada de sal d'espelette
1 fio de azeite
mostarda em grão moída q.b.

Risotto:
1 cebola
2 dentes de alho
1 talo de aipo fresco (tamanho do polegar)
4 talos de coentros frescos (só os pés)
4 colheres de sopa de margarina (mais 2 para o final)
4 colheres de sopa de vinho branco de Bordeaux
300 g de arroz para risotto
1/3  de sobras de frango assado
Queijo de cabra curado q.b.
sal q.b.

Coloque a água ao lume com todos os ingredientes e deixe ferver. Depois de fervida uns 10 minutos coloque em lume mínimo e mantenha assim até finalizar o risotto.

Retire os ossos e a pele às sobras do frango assado e pique em pedaços pequenos com ajuda de uma picadora ou mesmo com a faca.

Num tacho comece por colocar um fio de azeite, a cebola, os alhos picados, o aipo partido em pedaços pequenos e os talos dos coentros frescos. Deixe refogar um pouco e logo de seguida adicione o arroz, deixe "fritar" um minuto, sem deixar de mexer e adicione o vinho branco. Deixe evaporar o álcool e deite uma concha do caldo, mexa mais um pouco, deixe evaporar a água e junte outra concha de caldo, assim sucessivamente até o arroz estar cozido e bastante cremoso. Uns 8 minutos antes de desligar, adicione o frango e mexa suavemente. 

Verifique o sal e para que fique ainda mais cremoso, adicione a manteiga e mexa delicadamente. Rale o queijo de cabra e envolva, sirva de imediato e polvilhe com mais um pouco de queijo e uns coentros frescos.

Maçã assada com frutos vermelhos

Maçã assada é provavelmente a sobremesa que mais me remete à infância, bastava haver um pouco mais de maçãs na fruteira que a minha mãe ia logo fazer maçãs assadas fosse verão ou inverno esta foi provavelmente a sobremesa mais feita em nossa casa. Eu confesso que nunca fui muito fã, preferia muito mais maçã ao natural do que assada mas há pouco tempo apercebi-me há quantos anos não comia uma. Já não vivo em casa dos meus pais há mais de 13 anos. Quando nos mudamos para a nossa casa existem sempre aquelas coisas que deixamos de comer porque não gostamos, depois há as outras que dão muito trabalho e mais vale ir lá comer para matar as saudades e por fim, as outras que caem no esquecimento, que foi o caso das maçãs assadas. Há dias a minha mãe almoçou em minha casa e lembrei-me de lhe fazer umas maçãs assadas, disse-lhe que ia meter frutos vermelhos e um mel de cana muito bom que tinha comprado. Ela aprovou e até ajudou na sessão fotográfica da receita.Aproveitámos o forno estar ligado para um empadão de farinheira, e foi só encaixar lá estas maçãs. Eu acompanhei com um pouco de iogurte grego mas a minha mãe comeu mesmo assim, disse que eram modernices a mais para ela.

Uma boa semana para todos.


Ingredientes: (3 pessoas)
3 maçãs golden
3 paus de canela
3 colheres de sopa de mel de cana
100g de framboesas
90g de mirtilos

Pré-aqueça o forno a 200º

Num tabuleiro de ir ao forno, deite um fio de mel na base. Retire o caroço à maçã, e coloque sobre o mel, no buraco do caroço enfie as framboesas alternadas com os mirtilos, sem grande preocupação em esmagar, antes pelo contrario, com ajuda do dedo esmague os frutos vermelhos para caberem todos os frutos, regue com o mel, dentro e fora do buraco da maçã e espete o pau de canela no buraco.

Leve ao forno durante 32/30 minutos, retire quando as maçãs ficarem bem douradas e cozidas. 

Acompanhe com uma colher de iogurte grego se gostar.










Salada de couve de Bruxelas com pesto de abacate

Como já é hábito gosto sempre de começar o ano com uma refeição mais leve, acho que ajuda bastante a equilibrar os exageros feitos no mês passado. Cá em casa comemos salada praticamente todos os dias, sei que faz bem comer verdes mas confesso que uma boa salada a mim ajuda-me a digerir a refeição. Quando acontece não comer por alguma razão fico meia enjoada, principalmente se acontecer fora de casa, num restaurante por exemplo, ao acompanhar uma carne com um pouco mais de gordura ou molho. Noto sempre que a digestão leva muito mais tempo a ser feita e por vezes acabo por ficar mal disposta.

Achei bastante engraçado quando descobri alguns anos que os Franceses têm por hábito comer a salada no final da refeição para ajudar à digestão. De facto já experimentei na casa de uns amigos e resulta mesmo. Comemos pato confitado (que é bastante gorduroso) e no final serviram-nos uma salada com Emmental e um vinagrete de mostarda Dijon bastante leve, acreditem ou não soube-me melhor a salada que o próprio pato e ajudou bastante à digestão depois daquela gordura toda.


Hoje trago uma salada com dois legumes que tenho sempre alguma dificuldade em arranjar frescos e que acompanharam a infância do meu marido em França. As couves de Bruxelas no Pingo Doce, no Lidl ou em alguns mercados conseguimos encontrar mais facilmente (época delas) e à pouco tempo encontrei também os feijões verdes redondos, que por cá acho sempre difícil encontrar. Podem usar congelados ou em conserva mas confesso que gosto sempre de comer estes dois legumes frescos, por serem sempre tão raros encontrar.

Desejo um bom ano a quem está desse lado que sejam muito felizes!

Ingredientes (2 pessoas)

Legumes:
250g de couves de Bruxelas (usei frescas)
200g de feijão verde redondo (usei frescos)
1 endívia
1 litro de água
3 talos de tomilho
1 fio de azeite
sal q.b.

Pesto (2 refeições):
1 abacate (maduro)
1/2 colher de sopa sumo de limão
5 folhas de manjericão frescas
45g de amendoim sem sal
2 colheres de sopa de parmesão
1 colher de sopa de azeite
sal e pimenta verde q.b.

Leve ao lume uma panela com 1 litro de água, o tomilho, um fio de azeite e o sal. Quando esta ferver adicione o feijão e 3 minutos depois as couves de Bruxelas limpas e cortadas ao meio. Depois de cozidos, retire os talos do tomilho, escorra os legumes (deixe apenas uma concha (200 ml) de sopa de água do caldo) e reserve.

Entretanto leve uma frigideira anti-aderente ao lume com os amendoins e saltei, sem deixar torrar demasiado.

Numa picadora/robot de cozinha, coloque os amendoins e o parmesão (caso não o tenha ralado antes), até ficar tudo bem picado. Com ajuda de uma espátula limpe as paredes da picadora e adicione o abacate, logo de seguida do sumo do limão, o azeite as folhas de manjericão, pique e tempere a gosto. Caso sinta que o pesto está demasiado seco, adicione a água do caldo previamente reservada, pouco a pouco até atingir a consistência desejada.


Envolva com os legumes e sirva com mais uns amendoins por cima. 

Nota: Caso não queira usar o pesto todo de uma vez, reserve no frigorífico e sirva como um dip (como na imagem com as endívias) ou use noutra refeição, como por exemplo numa pasta.




Soufflé de framboesa


Sinto que este ano passou a correr, não sei porquê mas ainda agora parece que fiz o post depois das férias do verão e já estamos no final do ano. 
2015 foi um ano de descoberta para mim, um ano sem dietas parvas, sem férias cansativas, mas também sem o marisco que eu adoro, ou o meu presunto (suspiro) e sem grandes correrias. Foi o verdadeiro "deixa andar". Mas confesso que não poderia ter acabado da melhor maneira, para os que não me seguem no Instagram e para aqueles que me iam perguntando onde andava eu nestes últimos meses... Estive sempre aqui! Com alguns enjoos como é habitual em qualquer gravidez, com algumas semanas sem paciência para ir até à cozinha ou ao computador, mas com muitos sentimentos à mistura. 

Pois é, comecei este mês de dezembro com a melhor receita da minha vida, um filho!

Tenho uma amiga que me diz que nada é por acaso, que tinha de nascer em dezembro para eu voltar a gostar deste mês, para me "obrigar" a fazer novamente a árvore de Natal e dezembro porque tanto eu como o pai fazemos anos nos meses anteriores! Acho que ela tinha razão, dezembro vai passar a ser o mês da minha vida e a árvore de Natal já está feita e bem pirosa como reza a tradição.

Agora que já vos falei da minha nova receita, por cá continuarei, se postarei todas as semanas? Não sei... Se vou ter tempo para procurar a receita perfeita, captar a luz mais bonita ou decorar a tábua da melhor maneira, não faço ideia! Este blog foi e sempre será um prazer, não é por nada que usei durante anos a frase "para quem cozinha por prazer".

Desejo a todos um feliz natal e um 2016 cheio de coisas boas, obrigada por estarem aí.



Panela da Le creuset
Receita retirada daqui

Ingredientes: (4-6 taças pequenas ou 1 grande) 
20g de manteiga derretida
30g de açúcar em pó
300g framboesas (frescas ou congelados) - usei congeladas
2 colheres de sopa de sumo de limão
55g de açúcar branco
10g de farinha de milho (maizena)
15ml de água 
90g de claras de ovos (aprox. 4 ovos)
75g de açúcar branco

Pré-aqueça o forno a 180 C.

Unte a forma/as com manteiga derretida em movimentos ascendentes para cobrir levemente a superfície. Polvilhe com as 30g de açúcar em pó.

Coloque as framboesas numa panela pequena em lume médio e cozinhe por 5 minutos se frescas e 7 minutos se forem congeladas, de seguida, coloque numa liquidificadora ou robot de cozinha até atingir um puré.


Coe as framboesas numa rede fina para retirar todas as sementes. Coloque o puré novamente na panela e leve ao lume. Adicione as 55g de açúcar e o sumo do limão e deixe ferver.

Misture a farinha de milho com a água e mexa até diluir, adicione ao puré e vá mexendo com uma vara de arames. Continue a mexer por um minuto até engrossar ligeiramente e em seguida, retire do lume. 

Colocar o doce no frigorifico até arrefecer por completo (pode fazer o doce de framboesa com antecedência e guardar no frigorifico uns 3 dias antes de o usar).

Bata as claras em castelo até atingir uns picos macios. Adicione o açúcar restante lentamente enquanto a batedeira ainda está ligada e continue a bater até que o merengue fique brilhante.

Adicione o doce de framboesa ao merengue por duas vezes em movimentos circulares para não retirar demasiado ar às claras e verta nas forma/as. Alise a superfície ou deixe alguns picos tal como as imagens. 

Asse por 10-13 minutos e sirva imediatamente.